Jaime Ramirez falou pela primeira vez após a posse. Ele ainda prometeu diminuir a burocracia nas questões administrativas.
O novo reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jaime
Arturo Ramirez, disse nesta quarta-feira (19) que pretende criar uma
comissão para elaborar normas de conduta dentro da instituição contra
trotes e racismo. Ele tomou posse nesta segunda-feira (17), no lugar de Clélio Campolina, que foi nomeado ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Em março de 2013, um trote em calouros do curso de Direito da UFMG virou um polêmica.
Na ocasião, fotos choraram moradores de Belo Horizonte. Em uma delas,
uma jovem aparece pintada de preto e tem uma placa de papel pendurada no
pescoço com os dizeres “caloura Chica da Silva”, as mãos dela estão
acorrentadas e um rapaz segura essa corrente; na outra imagem, três
jovens, um deles com um pequeno bigode, fazem um gesto típico dos
nazistas – a mão esticada para frente – ao lado de um rapaz amarrado a
uma pilastra.
Quatro universitários de um grupo de 198 que eram suspeitos de envolvimento no crime de racismo serão investigados em um processo administrativo da instituição.
À época da abertura do processo administrativo disciplinar, a UFMG
informou que os estudantes poderiam ser penalizados com advertência,
suspensão ou até desligamento da universidade. A punição varia conforme a
gravidade e o entendimento da comissão investigadora.
“Temos que discutir com a comunidade e elaborar uma norma, uma
resolução social de conduta para a sua comunidade interna. Essa é a
nossa disposição. Quero deixar claro que a universidade, ela tem que
acolher a todos de forma igual, independentemente da origem, do estado,
da raça, da cor, enfim, de quem a pessoa escolheu para amar”, disse
Ramirez durante entrevista nesta quarta-feira (19). Ainda de acordo com
ele, as normas atuais que existem contra racismo e trotes não são
claras.
O reitor explicou ainda que vai trabalhar inicialmente com três
princípios, a defesa do caráter público da UFMG, o compromisso com as
gestões colegiadas e a valorização da diversidade e da diferença dentro
da instituição. Além disso, ele afirmou que vai diminuir a burocracia
nas questões administrativas, dar mais segurança dentro dos campus e
continuar com as políticas de cotas.
Sisu
A vice-reitora, Sandra Goulart Almeida, elogiou a qualidade dos alunos
de escolas públicas que ingressaram por meio do Sisu. “Nós temos que
acompanhar essa mudança no perfil do alunado no contexto acadêmico e
também no contexto socioeconômico. É importante que esses alunos tenham
condições de terem educação de qualidade que a UFMG tradicionalmente
tem dado aos nossos alunos”, falou.
O QUE ACHOU? DEIXE NOS COMENTÁRIOS
|
Postar um comentário